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O espetacular agora

Tem um filme incluído no catálogo da Netflix que se você não assistiu ainda, então coloca lá na sua lista das férias. “O Maravilhoso Agora” (The Spectacular Now” no título original em inglês) é estrelado por Miles Teller e Shailene Woodley, a dupla de atores que se destacou na trilogia Divergente, o que já contribui para boa parte na trama.
Dirigido por James Ponsoldt, esse é o primeiro longa de destaque do diretor norte-americano e que foi escrito pelos mesmos roteiristas de “500 Dias com Ela”. Portanto é aquele tipo de romance que você espera o tempo todo por um final infeliz. Sim, existem romances desse tipo.
O “problema”, se é que podemos considerar um problema, é o estilo de vida de Sutter, o personagem central interpretado por Miles Teller. Ele vive um estudante de 18 anos prestes a ingressas na faculdade. Quer dizer, esse seria o rumo natural das coisas se ele não fosse aquele tipo de pessoa que não planeja muito o futuro. Talvez você seja um deles, que vive tão intensamente o agora que possa se identificar facilmente com Sutter. Eu sei que eu sou.

Sei que os tempos modernos me proporcionaram uma liberdade que meus pais não tiveram. Claro, vivi muita coisa dentro de um certo limite, mas fui criada para ser me tornar um adulto independente. Até os 32 anos, quando tive meu filho, vivia como se não houvesse o amanhã, e sem me preocupar com os acontecimentos do passado. Portanto os relacionamentos amorosos não eram prioridade quando eu me achava a pessoa mais importante do mundo. Nisso eu me identifiquei com Sutter, um cara que não é necessariamente o mais galã das escola, mas sabe se comunicar a ponto de se tornar a estrela dos corredores. Ele tinha um segredo que o tornava irresistível: vivia o dia de hoje como se fosse o último de sua vida. O problema, como muitos podem entender, é que tem amanhã. “Eu não sei o que tem de tão legal em se tornar adulto”, ele diz em uma cena do filme.
De fato, ser adulto não se tornou tão incrível quanto eu imaginava quando era criança. O peso da responsabilidade das coisas é tremendo e te acerta em cheio na cara, principalmente depois que a gente ganha o primeiro filho. Foi como amadurecer dez anos em dez minutos, e finalmente entender o que sempre escutei falar, mas depois a Chloë Sevigny reforçou: ter filho envelhece as pessoas. Fisicamente e emocionalmente. Já o processo do “envelhecer” é da escolha de cada um. Você pode se tornar velho, ou simplesmente maduro. São processos completamente diferentes.

Viver intensamente o agora não é necessariamente uma coisa ruim, mas quando nos tornamos adultos é praticamente impossível viver sem um planejamento. Se formos responsáveis por um ser dependente então, pior ainda. A responsabilidade por ser maçante, pode te consumir por inteiro e é exatamente isso que pode te transformar em uma pessoa velha e rancorosa. O passado que nos serve de exemplo de todas as coisas que vivemos e aprendemos, com seus erros e acertos, é transformado em memórias de um tempo bom que não volta nunca mais. Saber tirar o melhor proveito disso é o que nos torna pessoas maduras e felizes.
Já o amanhã nada mais é que as expectativas que criamos em nossas cabeças. A construção da imagem de quem queremos ser, ou o que queremos fazer, em um tempo futuro não deve morrer jamais. Ninguém tem o controle dessas coisas, senão nós mesmos. O poder de saber nos reinventar a cada tentativa que deu errado, ou que deu muito certo. A verdade é que os tempos mudam, e assim como aconteceu com os dinossauros, só sobrevivem aqueles que se adaptam ao mundo novo. A evolução das coisas nos transforma em seres humanos diferentes a cada nova etapa, e saber viver cada uma delas com felicidade e sabedoria é o maior desafio de nossas vidas.

Fotos: Frame, Imdb.

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_prettynew

25 de maio de 2019

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